domingo, 9 de novembro de 2014

Sombras

Sombras.
Haviam marcas na escuridão.
Marcas que se moviam nas paredes de pedra.
Lá fora o vento soprava.
Me chamava com seu sussurrar.
E eu o segui.
A grama molhada.
O toque frio das pedras sob meus pés.
E o reflexo do luar.
Um espelho esplendido de água.
E elas me acompanhavam.
As sombras.
As sombras.
Que se moviam e me cercavam.
E o lago elas reivindicaram.
E me tiveram como sua testemunha.
E elas se moviam.
Fantasmas de fumaça.
Perdendo-se no breu.
Perdendo-se na neblina.

B.M.

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