sábado, 8 de novembro de 2014

A Maldição.

A Maldição.
Escrevi eu, uma vez.
Um pergaminho.
Com pena e tinta.
De letras negras, como a noite sem luar.
E as palavras, assim com elas era negas...
Mas não em sua cor.
E sim em sentido...
Esse pergaminho era minha confissão.
De crimes sem perdão.
De pecados mortais.
Quem dilaceram almas e consomem o peito.
Mas que poderia eu fazer além de assinar minha confissão?
De me entregar a corte de reis e barões.
Tão pecadores quanto eu?
Sim... disso não há duvida.
Mas seus títulos os protegem.
Fazendo deles impunes de seus crimes.
Enquanto eu mero camponês.
Enfrentarei a forca.
Mas de bom grado.
Pois com a cabeça erguida em desafio eu vou.
E cuspirei nos olhos daqueles desgraçados minha maldição.
E eles amaldiçoados estarão.
E quando ao inferno eu chegar.
Como um herlequin, renascerei.
Um cavaleiro do diabo para trazer-lhes seu pecados de outrora.


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