domingo, 9 de novembro de 2014

Horizonte vermelho

Horizonte vermelho
Horizonte vermelho.
de sangue e gloria.
das batalhas travadas entre nos.
Sobreviveram apenas o de coração gelado.
Mas se esta era a condição e o preço.
Para conservar em mim a vida.
Entrego de boa vontade meu peito a flecha.
A flecha que mata e fere.
Que destrói e desfigura o dia.
Entrego minha carne.
Entrego minha razão.
Mais mau nem um, me será feito.
Já que meu coração não me pertence.
Já que minha alma a muito o doou.
A ela.
A ela que chora e me destrói.
A ela que ri e me trás o sol.
Clareia o breu e da vida a tudo.
Ela que me subjuga com um gesto.
Que me incendeia, queima com um olhar.
E tortura com uma palavra.
Sim, gritarei eu, ainda assim me entrego de boa vontade.
A flecha que fere a carne.
E leva-me para morte.
E para os braços da morte eu vou.
Com seu olhar em mim.
E seu beijo queimando em meus lábios.
Pois renega-la significaria morrer no limbo e nas trevas.
E mesmo em carne vivo.
Minha alma definharia e morto estaria.
Por toda a eternidade fétida que este corpo mortal poderia me trazer.
E  ate que dos céus descesse o anjo com lamina e chamas que de min viesse cobrar a vida, para me atirar no breu sem fim de sua ausência. 

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