domingo, 9 de novembro de 2014

Perdido.

Perdido.
Hoje me vejo perdido, perdido em sombras, perdido no limbo.
Hoje não vejo nada, não ouço, tão pouco sinto.
Hoje em meu peito mora o vácuo da solidão.
Perdido.
O pulsar do desespero comprime meu peito, rejeitando a mim mesmo.
Perdido, o grito horrorizado em minha garganta permanece preso, entalado, aranhando ferindo e escarnecendo de mim, com o gemido gutural que me inflama.
Não há mais luz, vento, frio ou calor.
Hoje não há futuro, presente tão pouco futuro.
Destino, esse que me trouxe aqui.
Mais para que? Céus!!!
Como posso olhar para frente? Se nem ao menos sei para onde seguir.
Se sequer posso sentir o caminho sob meus pés. Como poderei dar o primeiro e derradeiro passo dessa jornada desregrada de caminhos divergentes e bifurcações  na estrada.  
Ignorado pelas intempéries   da vida, esquecido pelo regalo dos prazeres.

Perdido... Perdido...

B.M.

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